Curiosidades · Depoimentos · Inspiração · Mulheres e Mecânica · Por dentro da Oficina

Oficina Amiga da Mulher na AutoNor 2017

Gente!!!! Tenho que contar como foi a minha participação na Feira AutoNor , a maior Feira de Manutenção Automotiva do Nordeste, que aconteceu no período de 13 a 16/09/2017 em Olinda-PE.

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A mineira aqui, corajosa como uma nordestina, saiu com suas malas, banners e panfletos de apoiadores para dar as caras em Pernambuco!! Quase morri no excesso de bagagens da Latam, mas apareceram uns anjos para me ajudar a distribuir a carga (rs). Nessa hora Deus ajuda mesmo!!

Bom, tudo começou com uma conversa viabilizada pelo Fernando Fontenelle, representante da Tecnomotor em Recife, que me descobriu pela internet com o trabalho de Mecânica para Mulheres. Assim ele cogitou de uma participação na Feira AutoNor e levar para o Nordeste Brasileiro a Inovação, Pioneirismo e Coragem da Mineira com o Ensino de Mecânica Automotiva para Mulheres. Não é que deu certo?!! Rsrs

Bom, a partir daí iniciei a conversa com o Pedro Paulo e sua esposa Eugênia, do SINDIREPA – PE. Eles foram um doce comigo, me incentivaram, apoiaram e fizeram de tudo um pouco para que conseguisse viabilizar minha ida! Gente, me desculpe o povo do centro-oeste e sudeste, mas esse povo do Nordeste é bravo, mas muito simpático e alegre! Isso enche a nossa alma!!!

Assim, me cederam um espaço dentro do estande da maior feira do Nordeste, AutoNor 2017, para apresentar o selo e certificação Oficina Amiga da Mulher.

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No primeiro dia  tive a felicidade de conhecer e conversar com @arthurrufino CEO da JR Diesel, referência em reciclagem automotiva e, que vem encantando com o trabalho desenvolvido pelo @geraldorufino, seu pai. Ótimo papo, novas ideias e é muito bom conhecer alguém próximo de quem a gente admira. Sou fã do Geraldo Rufino!

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Já no segundo e terceiro dia, dei um show!!! E falei de Mecânica para Mulheres, do movimento #elesporelas #heforshe, da Onu Mulher e, da #OficinaAmigadaMulher no espaço da Oficina do Futuro no espaço Sebrae PE.

 

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Para encher o coração , meu conterrâneo Alexandre ADG High Torque foi lá me cumprimentar e fez essa chamada comigo durante a feira. É um forte apoiador da certificação😉

Por fim o que tenho a dizer é G.R.A.T.I.D.Ã.O

De 💓 venho agradecer todos que com muito carinho, atenção, apoio e crença na certificação viabilizou a nossa vinda para Recife – PE. E possibilitou a apresentação do nosso trabalho na maior feira de reparação do Nordeste!

 

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Nossos agradecimentos vai para

> Sindirepa PE (Pedro e Eugênia são uns amores e me ajudaram em tudo que precisava)

> Fernando Fontenelle da Tecnomotor que fez a ponte desse contato

> Inovar Automotivo que contribuiu em viablizar na nossa ação e foi fator critico de sucesso para que estivessemos aqui

> @doutoroficina fez que fez a tal dasixeirinhas bordados e nos ajudou com todos os detalhes para chegar a feira impactando e apresentando bem nossos negócios.

> Amigos Alfistas que nos prestigiam

>A toda equipe da oficina amiga da mulher @ba_brier @carlamenezes.111 @guilhermehecosta

> Amigos do Senai, FCA, @BrierCars, @onerapp, UltraCar @adg_hightorque, @mecalazo, @tempario, Mecanica 2000, Grupo 7 a todos muito obrigada!

😍🙅‍♀️🔧

 

#OficinaAmigadaMulher #AutoNor #2017 #Olinda #Pernambuco#Gratidão
#mecanicaparamulheres

Curiosidades · Depoimentos · Inspiração · Mulheres e Mecânica

FACEBOOK | Ela Faz História

O Facebook lançou uma campanha, chamada Ela Faz História, ou She Means Business, no original em inglês, com o objetivo de celebrar mulheres que vem construindo e gerenciando negócios no mundo inteiro, colocando à disposição recursos que ajudem outras mulheres que querem fazer o mesmo no futuro.

As meninas do Facebook Brasil conheceram a minha história e me convidaram para falar dessa trajetória empreendedora no #ElaFazHistória.

Grata a Lívia Mota do facebook que extraiu na íntegra a minha história.😍🙆🏻🔧

Ela Faz História Barbara Brier

 

Ela escolheu uma profissão dominada por homens, encarou o machismo dos colegas de trabalho e transformou seu ambiente profissional. Depois de oito anos trabalhando na mesma empresa, largou o emprego fixo para empreender. Hoje Bárbara é dona da Brier Cars, uma consultoria de mecânica básica para mulheres que, em um ano, já treinou mais de 300 pessoas.

Oportunidade para elas

Bárbara nasceu e cresceu na periferia de Belo Horizonte, estudou a vida inteira em escolas públicas e desde cedo soube que ela e os irmãos teriam que batalhar o dobro para ter uma profissão. “A gente vivia buscando cursos gratuitos para fazer, porque não tínhamos condições de fazer pré-vestibular, e sabíamos que não ia dar para fazer faculdade”, conta. Foi por acaso que ela conheceu a escola de mecânica, quando um conhecido de sua mães, Regina Pereira, comentou que o Senai estava capacitando jovens interessados em atividades técnicas.

Aos 16 anos Bárbara fez o primeiro curso, de eletrônica. Depois, migrou para mecânica, não por escolha, mas porque as notas que marcou no exame não eram suficientes para entrar em outros cursos. Ela não sabia que ali encontraria uma paixão, além da profissão. Fez o curso de manutenção automotiva, e em seguida foi aprovada para a formação técnica em Automobilística. Aos 17 anos já tinha o primeiro emprego, e aos 19 foi contratada pela Fiat, onde chegou a gerenciar uma área de Treinamentos Técnicos.

A necessidade de mudança veio após 8 anos de dedicação à empresa. “Eu queria trabalhar com gente, com relacionamento, e queria que as pessoas me dessem um feedback mais direto. Gostei muito do tempo que trabalhei lá, mas queria seguir outro rumo”, explica Bárbara. Para fazer um dinheiro extra, ela entrou em grupos do Facebook para vender manuais originais de carros antigos que ela encontrou no lixo de uma biblioteca desativada. “Eu fiquei assustada, o povo comprou bem demais. Vender nos grupos era melhor do que usar site de venda”, conta.

Do novo negócio inesperado surgiu a vontade de empreender. Bárbara ainda não sabia muito bem com encaixar sua experiência profissional com as expectativas que tinha para o futuro, e de pouco em pouco foi testando modelos de negócio até chegar à Brier Cars, uma consultoria que oferece treinamento de mecânica básica para mulheres.

Compartilhando saberes

O salto para o empreendedorismo não foi um caminho mágico. Apesar de a ideia ter sido muito bem recebida pelos grupos de mulheres, Bárbara não recebeu o retorno financeiro que esperava. “No primeiro workshop que fiz, vi que que o pessoal confirmava nos eventos, mas não iam e não queriam pagar. Comecei a ficar frustrada”, lembra. Ela decidiu confiar e investir ainda mais no negócio. “Comecei a estudar muito, me capacitar em outras áreas. Eu entendia de escrever a apostila e ensinar como o carro funciona, mas não sabia muito sobre modelo negócio, de marketing”, diz.

Atualmente, ela faz treinamentos de mecânica automotiva básica para mulheres patrocinados por empresas ou corporações, sejam elas do ramo automobilístico ou não, que reconhecem a importância de oferecer oportunidades e treinamentos que reforcem o compromisso com a diversidade. O objetivo do treinamento é capacitar essas mulheres a resolverem pequenos problemas técnicos relacionados à mecânica de automóveis, e orientá-las sobre como demandar serviços mecânicos em oficinas. “As mulheres contam muito sobre discriminações que sofrem nesses ambientes, e ficam muito felizes que exista uma mulher que faça esses treinamentos e palestras especificamente para elas”, afirma.

A Brier Cars já treinou mais de 300 pessoas em um ano, por meio de palestras e workshops. Mesmo com todos os desafios envolvidos, Bárbara afirma que não poderia ter escolhido outro caminho: “Você tem estresse, mas tem muita perspectiva. Você se conhece como pessoa, conhece seus medos, seus limites. Eu achei minha missão: falar com as pessoas, falar para as pessoas que elas também podem conseguir. Eu tinha tudo para não conseguir, mas eu cheguei até aqui. E as pessoas também podem chegar”, celebra.

Saiba mais sobre a Brier Cars no Facebook.

Entrevista oficial no Link: https://shemeansbusiness.fb.com/pt/articles/conheca-barbara/

#Mecânica #Mulheres #Oficina #OficinaAmigadaMulher #Facebook #Empoderamento #EmpoderamentoFeminino #Diversidade #MecânicaparaMulheres

Por dentro da Oficina

“O conhecimento é uma ferramenta, e como todas as ferramentas, o seu impacto está nas mãos de quem o usa.” Dan Brown

Até pouco tempo atrás, não entendia bem o porquê de meus pais e avôs gostarem de ganhar ferramentas como presente e, quando algum vizinho os pediam emprestado eles ficavam de cima e com cara feia.

Compreendia o fato de não emprestar comparado à minha própria experiência de criança, de simplesmente não querer emprestar algo e ponto. Mas, no caso deles era mais o receio da outra pessoa não saber manusear corretamente e, assim, danificar o meio do qual permitiam de realizarem suas tarefas.

Como sou uma pessoa do mundo da manutenção automotiva, não escapei de vivenciar a mesma situação que os meus avôs (rs), trocando apenas as personagens. Não que eu seja apegada, mas sim zelosa com o meu trabalho, apenas isto.

Mas o que isso tudo tem a ver com o conhecimento? Bom, esse é o “ x ” da questão.

Quero falar sobre o que descobri em uma visita à King Tony do Brasil (fabricante de ferramentas), sedia em São Paulo. Chegando lá fui recebida pela Alessandra Kanashiro, gerente comercial e, ela me contou um pouco de sua história e trajetória no setor das ferramentas.

Uma mulher, que passou desde o balcão de vendas de uma casa de ferramenta até a gerência de um fabricante internacional de ferramentas premium. Isso não é para todos! E, sabe como ela trilhou esse caminho que é dominado por homens? Com muita A.T.I.T.U.D.E e C.O.N.H.E.C.I.M.E.N.T.O.

A Alessandra desde o início de sua carreira foi uma inconformada do bem. Ela queria vender ferramentas, mas ela sentia que precisava compreender realmente o que é, para o que serve e como utilizar da melhor forma com segurança. Daí ela foi para o SENAI fazer um curso de Mecânica de Autos. E foi tão importante e fundamental que ela conseguia passar para o cliente qual a melhor ferramenta, como dimensionar corretamente para o trabalho a ser executado e, como manter a mesma.

Papo vai e papo vem e vi que ela hoje emprega esse conceito com sua equipe interna, que na maioria são mulheres e tem a premissa de passar esse conhecimento para seus revendedores. Gente, simplesmente eu amei a visita e conhecer de perto toda a equipe. Além disso, falei sobre o meu projeto de Mecânica para Mulheres com uma Mulher que entende desse mercado e que tive a felicidade de ser compreendida e apoiada, o que é muito importante para mim.

Também aprendi mais sobre ferramentas (coisa que já gosto muito) e como manter. Porque minha gente a ferramenta tá aí mas, se utilizamos de forma incorreta assim como um carro, sua vida útil se reduzirá.

Então, nesse momento de aprendizado tive a oportunidade de fazer um vídeo explicando sobre a importância do dimensionamento do sistema de ar comprimido uma oficina mecânica e os cuidados para manutenção dessas ferramentas pneumáticas. Tem mecânico (a) que sabe cuidar tão bem, que a ferramenta dura mais 10 anos. Agora entendem o porquê dos meus avôs!?

Vejam o vídeo abaixo

Grata e de coração à King Tony Brasil e toda sua equipe em especial Alessandra, Mônica e Luciano.

Inspiração · Kart

KART | O que as Mulheres andam falando da prática desse esporte.

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O automobilismo, por questões culturais, não tem grande participação feminina. Por enquanto. Em um mundo cada vez mais globalizado e com mais participação das mulheres em todos os setores, inclusive na política e economia, os esportes a motor logicamente não ficariam de fora desta tendência.
O kartismo mineiro não fica de fora. Em 2016 aconteceu a estreia da categoria feminina na badalada Copa CDL o Tempo de Kart, que contou com mais de 20 mulheres em um torneio com quatro etapas de pura emoção e adrenalina. Em 2017 foi a vez de um dos campeonatos mais tradicionais do Estado, o Net Kart, iniciar uma categoria só para elas. É uma prova de que chegou a hora delas acelerarem de vez e curtirem a adrenalina das corridas.
O Kartódromo de Betim entrevistou com exclusividade a piloto Bárbara Brier, que participou da Copa CDL e agora está disputando o Net Kart, nas categorias femininas de ambos. Queríamos saber qual a opinião de uma piloto em relação ao panorama atual do automobilismo e ao movimento recente de inclusão feminina no esporte. As respostas foram bastante interessantes, confira a seguir na íntegra a entrevista.
1. O automobilismo no mundo inteiro é um esporte predominantemente masculino. Por que você acha que isso acontece e o que você acha que poderia ser feito para incentivar mais mulheres a praticarem os esportes a motor?
– Primeiro acho que por cultura o homem brinca de carrinho e a mulher de boneca quando pequenos, com isso às vezes as meninas podem acabar achando que não têm o direito de brincar de carrinho. Elas não são incentivadas a andar de bicicleta, a correr e sentirem a velocidade, e metaforicamente,  dirigir a própria vida. Entendo nessa ótica que a mulher é preparada para cuidar e o homem para desbravar.
– O automobilismo tem aquela essência de você tomar direção da sua vida, sentir a adrenalina. E por causa disso as mulheres da forma que foram educadas vão cuidar, ficar introspectivas, ficar em casa, se cultuar e cuidar dos outros, e não tomar decisões. Acho que isso justifica o fato de o automobilismo ser mais voltado para homens.
– O incentivo mesmo é mostrar que isso é possível, que não é falta de feminismo gostar de carro e conduzir a própria vida. A sensação no kart, no autódromo, no off road, esse é o poder que o automobilismo dá em sua vida.
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2. O desejo em geral dos organizadores de campeonatos é de fazer campeonatos mistos, onde homens e mulheres possam competir de igual pra igual. Porém às vezes são criadas categorias exclusivamente femininas justamente para tentar atrair mais este público. Você acha esta uma boa iniciativa?
– Acho muito legal ter categoria feminina, porque isso ainda não é uma coisa comum no cotidiano das mulheres. Estamos em uma época de dar mais autonomia às mulheres, então isso ajuda a quebrar o machismo no automobilismo, a mulher é atraída quando está entre outras mulheres. Para a mulher começar a se misturar neste esporte ela precisa primeiro ser recebida por mulheres, para depois perceberem que podem competir juntas com homens. A isca pra mulher poder chegar no esporte sem preconceitos é tendo a categoria feminina.
3. Como você se imagina competindo em uma categoria mista, com pilotos de mesmo nível técnico que o seu? Esperaria alguma dificuldade diferente? Se sentiria mais motivada ou mais receosa?
– Se eu for competir em categorias mistas contra pilotos de mesmo nível técnico, eu já com mais experiência, eu me sentirei muito feliz. É um desafio e uma quebra de paradigma pra mim, e sabendo que estou no nível deles, eu acharia fantástico. No começo talvez teria algum estranhamento, mas acredito que é um processo de integração, acho que seria muito bacana. E sem ter justificativa de tempo de experiência ou por ser homem ou mulher, todos estaríamos nas mesmas condições.
As pilotos continuam acelerando na categoria feminina do Net Kart. Dia 24 de junho é dia de rodada dupla, a partir das 15 horas no Kartódromo de Betim. Todas as informações do campeonato podem ser vistas no site www.tspeventos.com.br.
Redação: Lucas Prates
Fotos: Bruno tô na folia
Realização: TS Produções e eventos
Apoio: Kartódromo de Betim
Depoimentos · Mulheres e Mecânica

Ela quer que as mulheres assumam seu poder, começando pelo carro.

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Barbara Brier trabalha com automobilismo desde os 16 anos e hoje dá aula de mecânica em turmas só de mulheres.

A intimidade com ferramentas vem de criança: na família de Barbara Brier, ajudar o pai nos consertos da casa era coisa de menina, sim. Hoje, aos 28 anos, a mineira já tem mais de 10 anos de experiência no ramo automobilístico e duas grandes paixões: participar da comunidade de amantes de carros antigos (sua página no Facebook sobre o tema já passa de 5 mil fãs!) e ensinar mecânica para outras mulheres. Entender o básico sobre o funcionamento dos automóveis, para ela, é uma questão de autonomia e segurança. “É uma questão cultural isso de as mulheres não gostarem de mecânica. Para quem depende do carro, é importante. Elas precisam ser independentes para avançar nos negócios, na vida pessoal e na profissional”, defende Barbara.

E de independência ela entende: sem dinheiro para pagar por um cursinho pré-vestibular, Barbara ingressou no curso de Aprendizagem Industrial do SENAI aos 16 anos. Aproveitou a oportunidade e, em seguida, emendou o Técnico em Automobilística. Aos 19, já realizava o sonho de trabalhar em uma montadora de automóveis, onde permaneceu por oito anos. Não foi fácil conquistar espaço em um ambiente majoritariamente masculino: “Eu não podia ser muito feminina. Se ouvia alguma gracinha, ignorava e continuava. Eu tinha que provar para os outros aquilo que eu sabia. Tinha gente que me testava. Mas com o passar do tempo, fui ganhando confiança”. Bem-humorada e tranquila, Barbara não deixa de reconhecer a importância dos professores que encontrou ao longo da jornada e elogia os antigos colegas de empresa.

O empoderamento feminino passa pela direção

Em 2016, uma amiga sugeriu que Barbara começasse a dar aulas para outras mulheres. Nos cursos, ela observa dois perfis de alunas: as que querem muito aprender e as que preferem deixar a responsabilidade pela manutenção do carro com outra pessoa. Muitas vezes, elas chegam depois de uma experiência ruim com algum mecânico: seja assédio ou aquela sensação de estar sendo enganada por um mau profissional que lucra diante de uma cliente com pouco conhecimento.

Para ela, é fundamental que as mulheres assumam seu lugar como motoristas e capacitem-se para resolver pequenos problemas que possam surgir: por que não aprender a trocar pneus, por exemplo? “Eu brinco que o pneu é como um sapato: precisamos cuidar dos pneus como cuidamos dos sapatos!”, afirma. Não é porque os homens brincam de carrinhos desde criança que as mulheres precisam sentir-se excluídas deste universo.

Barbara faz questão de contar que, mesmo sendo apaixonada por carros e entendendo tudo de mecânica, quando foi tirar a carteira de motorista tinha medo de dirigir. Para as que não se sentem seguras no trânsito, ela dá o recado: “É treino! Eu fui melhorando com o tempo, com treinamento. Tem dias que estaciono mal, que não estou muito bem, que deixo o carro apagar. Isso não acontece só com as mulheres: vocês acham que homens compram carros com câmbio automático por quê?”.  Faz sentido, né? Ela sabe que, muitas vezes, a falta de confiança vem de fora, das pessoas que dizem que direção e mulher não combinam: “Elas precisam saber que isso é uma coisa cultural, precisam acreditar em si mesmas, não podem dar um poder desse tamanho para outra pessoa. Elas precisam se apropriar disso!”.

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É claro que mesmo as mais experientes podem enfrentar problemas – e Barbara também compartilha as histórias dos momentos em que precisou de ajuda: “Da última vez que parei, foi porque o carro superaqueceu. Eu estava no Centro de Belo Horizonte, perto de um Posto BR. ❤ Os frentistas ajudaram muito, foram muito gentis. Eu estava sozinha e eles me ajudaram até a chegada do reboque”. Não é por ser expert que Barbara está livre de dificuldades! “Carro de mecânico também dá problema. Não é possível prever tudo”, complementa, entre gargalhadas. Barbara acredita que comunidades como De Carona com Elas têm um papel importante: “Nas redes sociais, as mulheres ajudam umas as outras. Uma pode rodar com a outra! Em vários grupos, estamos deixando de lado a competição feminina e colaborando para o crescimento uma da outra”. Compartilhar conhecimento, experiências e caronas: lado a lado, evoluímos juntas. Queremos autonomia, mas nada é melhor do que sabermos que podemos contar umas com as outras, certo?

Matéria escrita pela equipe do De Carona com Elas da Petrobrás no dia 19/04/2017 confira no Link.

Curiosidades · Dicas de Mecânica · Mulheres e Mecânica

CONTA PRA ELAS #3 THC CENTRO AUTOMOTIVO

COMO ECONOMIZAR NA REVISÃO DE FREIOS?

O Túlio (filho) e Matheus (neto) do sr. Heraldo, que me receberam com muita história boa e principalmente inovadora. Isso mesmo! Uma oficina que traz inovação para os clientes e principalmente para o mercado.

Há 62 anos o sr. Heraldo Carlos fundou a “Oficina do Heraldo” que executava serviços de usinagem e reparação automotiva em veículos importados. Iniciou com a manutenção de veículos nacionais, DKW, Wills entre outros. Além disso, em 1965 mudou seu nome para Torneamentos Heraldo Carlos Ltda. Com o crescimento e rápida mudança no setor automotivo, surge a construção de uma filial chamada THC Centro Automotivo Ltda. E foi lá que o Conta pra Elas dessa semana foi parar!

Conversa vai e conversa vem eu, Barbara Brier, sou uma consequência do processo de inovação da THC e olha que descobri alguns momentos antes da entrevista. Legal, né! Então deixa eu explicar um pouco como foi isso esse “causo” como se diz por aqui…

Quando eu tinha uns 17 pra 18 anos, participei de um projeto do SENAI-MG com o SINDIREPA de capacitação dos NOVOS TALENTOS. Eram jovens estavam em processo de formação de alta qualidade técnica no qual estudavam meio período no SENAI e, na outra metade do dia iam pra Oficina testar na prática os conhecimentos aprendidos… O Projeto foi tão bom que cá estou, com bagagem profissional e é por essa base de conhecimento que me permitiu passar em grandes empresas. Enfim, o Tulio da THC Centro Automotivo foi um dos percursores desse projeto e de muitos outros. E sabe qual era a intenção dele desde o princípio? Era de nivelar por cima a qualidade da mão de obra nas oficinas mecânicas de Belo Horizonte – MG. Show né!

Bom, eles não pararam por aí…. outro projeto inovador que tenho muita alegria em apresentar para os reparadores é o portal Tempário no qual é uma ferramenta online de gestão para as oficinas mecânicas. Foi criado dentro de um Centro Automotivo com todas as necessidades existentes no dia-dia de uma oficina, como precificar a mão de obra, montar orçamentos, conhecer o valor de homem hora, compra de peças, dentre outras dificuldades que temos. E, hoje se tornou um software de orçamentação completo, que possui a tabela tempária de todo segmento automotivo. Auxilia a montar o seu valor homem hora e cobrar de forma justa o serviço. E te conto mais que já tá virou aplicativo de celular e logo, logo nas oficinas você verá o atendente com um tablet ou smartphone fazendo o pré-atendimento com você cliente.

Bom, além do papo de inovação e do resgate da minha história, que em outro momento conto como que foi para uma jovem, mulher, sem condições $$ para estudar e em um ramo totalmente dominado por homens… hahahah tem história por aí. Mas fica pra outro dia. Nesse vídeo (tempo 8 min) o Túlio conta pra elas sobre disco de freio, retífica e ainda como economizar a médio prazo na revisão de freios do seu veículo. É sensacional a forma técnica como ele expressa toda informação e faz questão que o cliente entenda o que está acontecendo com o carro dele. Afinal, educando o cliente e conscientizando ele irá manter o carro mais seguro para o uso próprio.

É isso aí e vejam o vídeo na integra!

 

Abraços,

Barbara Brier 😉

Agradecimentos:

THC Centro Automotivo | @thccentroautomotivo

http://www.thc.com.br (Marco Túlio e Matheus)

Tempário | @temparioauto

http://www.tempario.com.br/

Curiosidades · Inspiração · Mulheres e Mecânica

Mulheres no Mundo Tecnológico, o que uma Mecânica tem a Dizer?

Esse papo de que certas coisas não é pra Mulher tá ultrapassado. Muitas jovens e até senhoras estão fazendo tão bem ou até melhor que os homens quando o assunto é trabalho!

Nos dias de hoje é mais presente no vocabulário a expressão empoderamento e principalmente quando é associado ao gênero feminino. Esse poder, ou dar o poder as pessoas é uma forma de reforçar e apoiar aquela antiga frase:  você pode Ser e Fazer o que quiser, desde que se esforce para isso. O conceito do feminismo também vem se reformulando ou até mesmo se esclarecendo, o que há anos atrás não tão bem compreendido.

Enfim, o papo aqui é sobre Mecânica, Mulheres e Paixão por Carros. O que a minha própria persona representa e contribui no movimento do empoderamento, da inovação e da tecnologia. Isso mesmo! Tecnologia e Inovação, achou que era só empoderamento né (rs). Então, deixe me contextualizar como isso já vem acontecendo no mundo e no nosso dia-a-dia com a reportagem do programa Big Ideia, uma iniciativa da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), do Jornal Estado de Minas e da TV Alterosa, que fala sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo. Eu e muitas outras jovens mulheres contamos como fazemos isso, empoderando, quebrando tabus e o status co!

Então se liga aí!

Você vai se inspirar e espantar (rs).

 

Abraços!

Barbara Brier 😉